quarta-feira, 25 de abril de 2012

Alimentos: nas menores embalagens estão os maiores perigos


Seguindo a lógica de que os melhores perfumes estão nos menores frascos, os alimentos mais saborosos deveriam vir nos menores bocados. Em parte esse pensamento está correto: as pessoas valorizam mais chocolates e doces em embalagens diminutas. A parte ruim é que desta forma elas consomem mais e, como consequência, elevam seu consumo calórico.

Essa é a conclusão de um artigo que procurou saber menos sobre os hábitos nutricionais e mais nos padrões de consumo de doces em geral. Publicado no Journal of Marketing, o estudo feito por Jennifer Argo, observou que – para alegria dos fabricantes – doces com porções menores, embrulhados separadamente e em conjuntos pequenos (como aqueles encontrados em caixas de bombom) são vistos com mais desejo do que os mesmos produtos em tamanhos maiores ou ensacados em conjuntos grandes, por exemplo.
Isso quer dizer, sugere a pesquisa, que meia dúzia de brigadeiros em uma bela caixinha parece ser mais saboroso do que um “brigadeirão” na prateleita da padaria ou de uma bandeja de brigadeiros com uma centena de docinhos. A combinação de tamanhos pequenos e porções sensivelmente “finitas” (que você sabe que vai acabar rapidamente) é a pior possível para aqueles em dieta ou que querem controlar o próprio peso.

Autoestima e autoengano

Além disso, diz Argo, os níveis de autoestima influenciam o modo como as pessoas consomem estes doces apresentados de forma mais “luxuosa e exclusiva”. “Pessoas com a autoestima elevada tiveram um consumo maior desses alimentos na maioria das situações. Entretanto, quando as embalagens tinham informações afirmando que os doces eram versões menos calóricas do produto, por exemplo, esse consumo era muito maior”, aponta a pesquisadora.
A visibilidade do produto também influenciava esses dois tipos de consumidores: embalagens sem o produto à mostra eram mais consumidos por pessoas com maior nível de autoestima – que na pesquisa eram pessoas com maior poder aquisitivo e melhor resolvidos com sua aparência e peso – e as embalagens com os produtos visíveis eram mais desejados pelos consumidores com menores níveis de autoestima.
“Esse segundo grupo tendia a desconfiar mais dos produtos oferecidos em embalagens fechadas. Mas eram convencidos facilmente quando viam o produto e quando eles eram acompanhados de determinadas afirmações sobre seus benefícios”, diz Argo. A estratégia das empresas, claro, é fazer o consumidor pagar mais por embalagens mais “exclusivas”, mas de quebra este tipo de mecanismo de venda também eleva o risco de consumo calórico exagerado.
“Todo esse processo que observamos está no nível cognitivo. As pessoas nem sempre pensam no que estão comprando e parecem deixar de pensar na quantidade do que estão comendo quando há poucas unidades de um alimento”, finaliza a autora.







Crianças apanham mais dos pais que sofrem com depressão pós-parto


A depressão pós-parto é um mal que atinge de 10 a 20% das mulheres nos primeiros meses da gestação. Mas uma pesquisa indica que as mulheres que sofrem de depressão também podem descontar esse sentimento nos filhos, apresentando recriminação às crianças, como dedicar menos tempo a elas e até bater. 


De acordo com dados da Universidade de Michigan, nos EUA, dos 1.746 pais entrevistados, com crianças de um ano de idade, 7% dos gestores apresentavam depressão. 
Quanto à agressão, 13% dos pais afirmaram ter batido no filho, já dos que estavam deprimidos, 41% também agiam assim. Fatores como o desemprego e abuso de substâncias psicoativas foram analisados na pesquisa como sendo mais comuns entre os pais com depressão. Os dados ainda revelam que os gestores depressivos tinham uma interação com os filhos duas vezes menor, quando isso era medido pela frequência que liam histórias para as crianças.

terça-feira, 20 de março de 2012

Comprador compulsivo necessita de tratamento específico.

A compra compulsiva é um distúrbio psicológico que possui caraterísticas diferentes das observadas em portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e do Transtorno Bipolar. É o que revela uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Devido aos sintomas distintos apontados pelos compradores complusivos, o estudo da psicóloga Tatiana Zambrano Filomensky defende o desenvolvimento de novos tratamentos voltados especificamente aos portadores do distúrbio, ao invés da aplicação dos métodos utilizados nos pacientes de TOC e Transtorno Bipolar.

A partir de questionários aplicados em pacientes, a pesquisa verificou que a principal característica do comprar compulsivo é uma falha em resistir ao impulso de comprar, que pode gerar prejuízos pessoais, financeiros e familiares. “O paciente apresenta uma deficiência no planejamento de suas ações e impulso de aquisição excessiva”, descreve Tatiana. “Desta forma, o comprador compulsivo não pensa nas consequências dos seus atos a longo prazo, levando em conta apenas a satisfação do momento de comprar”.

Entre os portadores de TOC, as características mais apontadas na pesquisa foram a repetição constante dos gestos de lavagem (preocupação com contaminação) e checagem. “No caso do Transtorno Bipolar, foram estudados os portadores do Tipo 1, o mais clássico, em que os períodos de mania e depressão são mais definidos, evitando a possibilidade de erro diagnóstico”, afirma Tatiana.  “O gasto excessivo é um dos sintomas do estágio de mania, que é o período de maior agitação e euforia nos bipolares”.

Diferenças


Segundo a psicóloga, a instabilidade afetiva dos portadores de transtorno bipolar pode levá-los a comprar compulsivamente no estado de mania. “Entretanto, nos compradores compulsivos, não é a perda de regulação do humor que os leva a comprar”, ressalta.

“A única aproximação verificada entre portadores de TOC e compradores compulsivos é a aquisição compulsiva, sintoma que está relacionado com o transtorno de armazenamento compulsivo ou hoarding”, conta Tatiana. “Apesar dessa interface, as características mais comuns apontadas nos dois transtornos são muito diferentes”.
Participaram da pesquisa 85 pessoas. Os compradores compulsivos vieram do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pró-AMITI) do Instituto de Psiquiátria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP. O tratamento é realizado em conjunto com o dos portadores de outros distúrbios. Os pacientes com TOC e Transtorno Bipolar participam do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (PROTOC) e do Programa de Transtorno Bipolar (PROMAN), também realizados pelo IPq. A pesquisa foi orientada pelo professor Hermano Tavares, da FMUSP.
De acordo com a psicóloga, as principais características dos compradores compulsivos são a falta de planejamento e o impulso de aquisição excessiva, o que revela sintomas próprios independentes dos verificadas em outros transtornos. “Isso deve ser considerado pela Medicina para desenvolver tratamentos específicos para a compra compulsiva”, ressalta Tatiana, “e não aplicar os métodos já utilizados nos pacientes de TOC e Transtorno Bipolar”.

Pesquisa revela que pílulas para dormir aumentam risco de morte.

Pílulas para dormir estão relacionadas com um risco quatro vezes maior de morte prematura, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado esta segunda-feira no periódico BMJ Open.

Em doses elevadas, estes medicamentos também estiveram associados a um risco 35% maior de câncer em comparação com indivíduos que não os ingerem, mas as razões para isto não ficaram claras.
Médicos chefiados por Daniel Kripke, do Centro de Sono da Família Scripps Clinic Viterbi em La Jolla, Califórnia, analisaram os registros médicos de mais de 10.500 adultos residentes na Pensilvânia que tomavam remédios para dormir prescritos. Eles foram comparados com mais de 23.600 pares que não fizeram uso destes medicamentos.

O estudo foi feito durante dois anos e meio com pílulas para dormir amplamente prescritas, incluindo benzodiazepínicos, não benzodiazepínicos, barbitúricos e sedativos.

O número total de mortes registradas neste período foi pequeno nos dois grupos, correspondendo a menos de mil. Mas houve uma diferença grande na mortalidade, afirmaram os cientistas. Aqueles que ingeriram entre 18 e 132 doses de pílulas ao ano mostraram-se 4,6 vezes mais propensos a morrer do que o grupo de controle. Mesmo aqueles que tomaram menos de 18 doses anuais mostraram-se 3,5 vezes mais propensos a morrer.

Detalhes de como os indivíduos morreram não foram revelados e os autores reforçam ter encontrado um vínculo estatístico, mas não uma causa.
No entanto, eles decidiram soar o alerta, devido ao grande número de pessoas que faz uso destes medicamentos.

 

Saúde da Família: Recursos são suspensos por inadequações na gestão.

O Ministério da Saúde suspendeu o repasse de recursos relativos ao último mês de dezembro para o custeio de 261 Equipes de Saúde da Família, 249 Equipes de Saúde Bucal e 1.725 Agentes Comunitários de Saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) em 26 estados. A suspensão dos incentivos financeiros foi motivada por duplicidade de cadastro de profissionais da ESF, apontada pelo Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).


A medida faz parte da ação de fiscalização e transparência na aplicação de recursos da Atenção Básica e é realizada sempre que o Ministério da Saúde identifica irregularidades na gestão de estratégias e programas por parte das secretarias municipais de saúde, responsáveis diretas pela execução dos serviços de saúde aos usuários do SUS. A transferência dos recursos federais é restabelecida assim que os gestores locais do SUS comprovam, ao governo federal, que as inadequações foram solucionadas.

Portaria 3509, publicada no Diário Oficial da União ontem (28), informa a lista dos municípios que deixaram de receber a parcela de dezembro do incentivo financeiro correspondente ao Piso de Atenção Básica (PAB) Variável e também das equipes e agentes que apresentaram problemas no SCNES. Como os recursos são restabelecidos no momento em que as inadequações são solucionadas, a suspensão não representa a interrupção da Estratégia Saúde da Família e do Programa Brasil Sorridente nessas localidades.

ATENÇÃO BÁSICA – O Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de assistência à saúde da população a partir da atenção primária, que é a principal e mais próxima porta de entrada do SUS, capaz de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas.
As equipes multidisciplinares que atuam na estratégia são formadas por médico, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde para o desenvolvimento de ações de diagnóstico e orientação para o tratamento de doenças, promoção da saúde, prevenção de agravos e reabilitação dos pacientes.
Atualmente, existem mais de 32 mil Equipes de Saúde da Família implantadas em 5.288 municípios, o que representa um percentual de 95% de cobertura pelo Saúde da Família. A execução da estratégia é compartilhada pelos estados, Distrito Federal e municípios e coordenada pelo Ministério da Saúde.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Campanha contra sarampo entra na reta final e vacina 8 milhões

Campanha contra sarampo entra na reta final e vacina 8 milhões


O SUS (Sistema Único de Saúde) vacinou, até manhã desta sexta-feira (15), 8.601.423 crianças contra o sarampo, em oito estados, o que corresponde a uma cobertura de 83,89% da população estimada de crianças com idade de um a menores de sete anos. A campanha de vacinação de seguimento foi iniciada em 18 de junho e vai até 22 de julho nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A meta é proteger no mínimo 95% dos 10.253.073 de crianças nesta faixa etária, nestes oito estados, mesmo as que já tenham sido vacinadas.
A Europa vivencia um surto da doença. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), desde janeiro, foram registrados mais de 6,5 mil casos na Europa – sendo 5 mil na França. Com as férias de julho, aumenta tanto o fluxo de turistas estrangeiros no Brasil quanto a ida de brasileiros para o exterior. Para evitar a circulação do vírus no país, foi antecipada a campanha de vacinação nesses oito estados. O critério levou em conta o fluxo turístico, densidade populacional e baixa cobertura da vacina tríplice viral.
“A vacina é segura e eficaz. Os responsáveis devem levar as crianças aos postos para garantir a proteção contra a doença. Embora no Brasil não haja circulação nacional do vírus, ele pode ser trazido por pessoas vindas de outras regiões onde a doença está presente”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Nos municípios dos demais estados brasileiros e no Distrito Federal, as crianças de 1 ano a menores de 7 anos vão receber a vacina contra sarampo de 13 de agosto a 16 de setembro.
O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção.
O estado de Minas Gerais está mais próximo do cumprimento da meta mínima de 95% de cobertura vacinal, com 1.481.002doses aplicadas, o que corresponde a 93,71% das crianças de um a menores de sete anos desta UF. Ainda de acordo com os dados inseridos no sistema, a menor cobertura vacinal é no estado do Rio de Janeiro, com 828.275 doses aplicadas, o equivalente a 67,01% de cobertura.

Veja abaixo a tabela com o desempenho de cada estado:

ESTADO
META
DOSES
COBERTURA
AL
335.015
286.435
85,50
BA
1.324.102
1.054.402
79,63
CE
791.360
574.021
72,54
PE
841.379
712.709
84,71
MG
1.580.409
1.481.002
93,71
RJ
1.235.980
828.275
67,01
SP
3.339.134
3.018.387
90,39
RS
805.694
646.192
80,20
TOTAL
10.253.073
8.601.423
83,89

Enfermeiros vão para home care

Outro segmento que vem apostando nesse nicho é o da enfermagem. Segundo o presidente do Conselho de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Cláudio Alves Porto, são 300 empresas hoje somente no Estado de São Paulo que fazem o serviço de assistência domiciliar, as chamadas "home care".

Porto afirma haver uma dificuldade para encontrar profissionais com capacitação ideal e defende que mais enfermeiros façam cursos de pós-graduação e pós-técnico em Geriatria para preparar-se para a mudança no perfil demográfico.

"O nosso País está ficando velho, e a taxa de nascimento está caindo. Mas as faculdade e as escolas não estão ainda preparando os profissionais para lidar com as doenças da velhice", afirma o presidente do Coren de São Paulo.

Ele ressalta que uma consequência da falta de qualidade dos profissionais é a proliferação de asilos. "Vamos ter cada vez mais depósitos de idosos, que são os asilos completamente despreparados, que se aproveitam da demanda."

Saúde. Funcionária de empresa de home care, Tânia Almeida, de 31 anos, é uma das dezenas de enfermeiras que se destacam com seus uniformes brancos nas manhãs do Parque Buenos Aires, em Higienópolis. Ela afirma que deixou de ser babá porque sonhava migrar para a área da saúde. Fez então o curso de técnico de Enfermagem. "As famílias hoje preferem quem tem registro no Coren", diz. Atualmente, cuida de um senhor de 86 anos, mas não quer ficar na empresa para sempre: quer dar novos passos e trabalhar em um hospital.

PRESTE ATENÇÃO

1.Tipo de cuidador.Um profissional de enfermagem é recomendável aos que têm a saúde debilitada.

2.Experiência. Pessoas com experiência de cuidar de um idoso na família podem ser mais aptas. Solicite referências.

3.Antecedentes criminais. É também importante pedir esse documento para o candidato.

4.Acompanhamento. Converse com o idoso para certificar-se de que ele se adapta ao cuidador.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Anjos da Enfermagem participam do Dia Mundial do Doador de Sangue em Rondônia


Os Anjos da Enfermagem Núcleo/RO, coordenado pela enfermeira Lilian Samara, participaram nessa terça-feira (14) da programação festiva em homenagem aos doadores de sangue na Fundação HEMERON,com o objetivo de incentivar a adesão da população à Campanha no Dia Mundial de Doadores de Sangue.

Para celebrar a data, a FHEMERON realizou durante todo o dia uma programação diversificada para homenagear os doadores. Pela manhã a FHEMERON abriu suas portas para receber os doadores e autoridades para solenidade em homenagem àqueles que, com um simples gesto, salvam vidas. Além do apoio e participação do Núcleo Anjos da Enfermagem, a programação do evento contou ainda com a apresentação dos corais do TRT e MP e da banda da Polícia Militar.

Ao final da Campanha o doador com o maior número de doações foi homenageado pela Fundação pelos serviços prestados à sociedade.

De acordo como presidente da FHEMERON, Ted Wilson, pela manhã mais 150 doadores comparecem a Fundação, contribuindo com a ação em beneficio a vida, Ted ressaltou ainda que a expectativa é que até o final da Campanha, mais de 250 pessoas participem da doação de sangue.

Artistas declaram apoio a Jornada de 30 horas semanais para a enfermagem


A enfermagem fluminense tem recebido, cada vez mais, apoios na campanha pela jornada de 30 horas semanais para a enfermagem. E, recentemente, ganhou recebeu declarações de artistas como o ator Marcos Palmeira, a atriz Maria Maya e de Cidinha de Paula, diretora, atriz e médica.

Toda a enfermagem está feliz por todo apoio que tem recebido, já que sabe que quanto maior a influência na sociedade maior a pressão para que parlamentares votem pela aprovação do Projeto de Lei 2295/2000, que regulamenta a Jornada dos Profissionais de Enfermagem.

A regulamentação da carga horária para 30 horas só trará benefícios para os profissionais de enfermagem e para a população brasileira. Com tempo de serviço menos desgastante o profissional poderá desenvolver melhor sua função, ter tempo para se qualificar e terá condições para uma relação mais humanizada com o usuário. Além de garantir a abertura de campos de trabalho.

A luta dos profissionais de enfermagem pela redução de carga horária tem tido êxito em algumas esferas de governo, mas ainda há muito o que fazer.

Estágio de enfermagem era cobrado em hospital de SP


Uma nova denúncia envolve o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e está sendo apurada pela Polícia Civil. De acordo com o delegado Alexandre Andreucci, da Delegacia de Tatuí (SP), a direção do hospital é acusada de cobrar para permitir que alunos de 14 escolas e faculdades particulares de enfermagem da região fizessem estágio em suas dependências. Segundo o delegado, cada curso pagava R$ 4 mil por ano pelo estágio que, por se tratar de hospital público, não poderia ser cobrado.
A cobrança, segundo ele, era feita "por fora", pois não estava prevista no contrato de estágio firmado entre o estabelecimento, o hospital e o Sistema Único de Saúde (SUS). "O contato pedindo o dinheiro era feito depois da assinatura, por uma enfermeira que assessorava a diretoria". Segundo ele, essa enfermeira foi presa durante as investigações sobre o esquema de fraudes no CHS, o que encorajou os diretores de escolas a fazerem a denúncia. "Ela alegava que o dinheiro seria para custear o treinamento dos funcionários que dariam o estágio", disse o delegado.
Andreucci disse que as escolas eram coagidas a pagar, pois se não o fizessem, não teriam o estágio. "É claro que o diretor da escola se vê compelido a pagar, pois o aluno não cola grau se não fizer estágio, mas funcionário público exigir pagamento por um serviço que tem a obrigação de prestar em razão de contrato, isso é crime", disse.

A cada 2 dias, um profissional de enfermagem é acusado de erro


A cada dois dias, um profissional de enfermagem do Estado é acusado de erro durante atendimento médico. Foram 980 queixas entre 2005 e 2010 (250 delas no ano passado). Os dados são do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). Em 20 desses casos, a falha resultou na morte do paciente ou em danos definitivos.
O balanço foi divulgado ontem, em meio à denúncia de que uma criança de 1 ano teve parte do dedo mindinho decepada por uma auxiliar de enfermagem do Hospital do Mandaqui, administrado pelo governo, enquanto retirava um curativo. A enfermeira, afastada de suas funções, alega que o acidente foi causado por erro na forma como o curativo foi feito, segundo seus familiares. A menina deve ser encaminhada nesta semana para o setor de reimplantes do Hospital das Clínicas, informou o governo.
O presidente do Coren, Claudio Alves Porto, não soube dizer quantas denúncias terminam em punições para os enfermeiros. "Em todos os casos é instaurado procedimento administrativo. O profissional e a instituição são investigados e têm direito à defesa. Se comprovada falha na instituição, a denúncia é levada ao Ministério Público. Se o erro é do profissional, ele é punido." Porto culpa a escalada de erros de enfermeiros e técnicos e auxiliares de enfermagem à má formação.
Vaselina. A Santa Casa demitiu por justa causa a auxiliar de enfermagem que, no ano passado, aplicou vaselina líquida em vez de soro fisiológico na veia de uma paciente de 12 anos, que morreu. O erro ocorreu no Hospital São Luiz Gonzaga, na zona norte. O desligamento da funcionária foi feito no começo do mês, após o término da sindicância que apurou o caso. A Santa Casa, responsável pelo hospital, não quis comentar a saída da profissional, que responde por homicídio culposo.

III Conferência de Saúde é realizada na cidade de Rio Tinto (PB)


A Prefeitura de Rio Tinto (PB), através da Secretaria de Saúde, realizou no último dia 9 de julho, no auditório da Igreja Presbiteriana, a 3ª Conferência Municipal da Saúde com o tema central: Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública e Patrimônio do Povo Brasileiro .Presidida pelo Secretário de Saúde Eraldo Calixto, a conferência contou com a presença da prefeita Magna Gerbasi e de representantes do Poder Legislativo, do Conselho Municipal de Saúde, do Sindicato dos Servidores Público e profissionais da saúde.
A prefeita Magna Gerbasi foi convidada a abrir a reunião, fazendo uma explanação sobre conquistas do seu governo na área da saúde. Ela ressaltou a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) no atendimento integral à população brasileira, que compreende desde o simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos de forma gratuita a toda a população.
Magna lembrou que, ao assumir a Prefeitura de Rio Tinto, o município dispunha de apenas uma cadeira odontológica para atender cerca de 23 mil habitantes. Hoje, são 9 Unidades Básicas de Saúde, totalmente equipadas, distribuídas em localidades estratégicas.
Sobre o SUS, a prefeita falou das dificuldades encontradas pela população para conseguir marcar exames e realizar cirurgias, observando a quantidade de vagas disponíveis e a figura do atravessador .
Magna lembrou que, além das vagas distribuídas aos municípios serem poucas, muitas vezes, por algum valor, pessoas atravessam de forma ilegal o paciente para antecipar um atendimento, sendo que aqueles que estão na fila de espera ficam prejudicadas. Concluiu defendendo que os respectivos atendimentos só devem ser marcados pelas Secretarias dos Municípios, eliminando-se o atravessador para que o tempo de espera diminua.
A Conferência foi dividida em várias plenárias, onde os participantes tiveram a oportunidade de debater o tema central e, ao final do encontro elegeram os oito delegados que vão participar da Conferência Estadual.

Atendimento no domicílio


O Programa Saúde da Família, do SUS, quando foi concebido, espelhando-se nas melhores experiências de assistência médica social, previa o atendimento domiciliar, nele incluídas as atenções para todos os membros de cada família. A ideia era avançada demais para os brasileiros de baixa renda, desassistidos de uma simples consulta médica, em situações de emergência. Implantado há 20 anos, o Saúde da Família, desvirtuado em parte de sua finalidade, seguiu os padrões rotineiros com a única diferença de atuar em algumas áreas rurais.
Agora, o Ministério da Saúde está regulamentando essa prestação de serviços, por meio de portarias. A primeira delas prevê atenção especial aos pacientes com dificuldade de locomoção ou carentes de atenção regular, mas sem necessidade de hospitalização. Estes serão tratados no próprio domicílio. Assim, o governo reduzirá as internações hospitalares. No ambiente familiar, o doente se recupera mais cedo por contar com os cuidados de seus familiares.
Este desdobramento do Programa Saúde da Família contará com investimento de R$ 36,5 milhões, reservados no orçamento do SUS exclusivamente para as atenções domiciliares. A próxima etapa corresponde à definição das responsabilidades dos profissionais da rede de atenção básica do Programa Saúde da Família.
O Ministério da Saúde criará, ainda, leitos de retaguarda nos hospitais vinculados à rede SUS para o atendimento de pacientes em estado grave, de modo a eliminar a espera nos atendimentos de urgência.
O SUS representa experiência bem-sucedida, apesar das falhas visíveis nos consultórios, postos médicos, hospitais e maternidades. Contudo, promove-se esforço para a correção das distorções, como as registradas no combate ao câncer de mama. A
uditoria promovida pelo Ministério da Saúde constatou haver no sistema 1.514 mamógrafos, espalhados pelo País, o dobro do número necessário à detecção de tumores, mas que só conseguem atender a 12% das mulheres com idade entre 40 e 70 anos, faixa etária recomendada para o exame de mama com esse equipamento indispensável.
Parâmetros elaborados pelo Instituto Nacional do Câncer preconizam o emprego de um mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em 2010, o SUS possibilitou o exame de 3,4 milhões de mulheres, quando o público-alvo recomendado para tratamento preventivo dessa espécie chega a 15,7 milhões de pessoas.
A falta da prevenção vem contribuindo para elevar a incidência da doença, com 49 mil novos casos por ano, e as mortes,12 mil em 2010.
Os problemas dos mamógrafos não se esgotam na baixa utilização. Há questões mais graves como a elevada concentração dos aparelhos no Sudeste, em quantidade superior aos existentes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste; na falta de técnicos para sua manutenção; de operadores radiológicos e do suprimentos dos insumos por eles consumidos. Só os fora de uso correspondente a 15% do total. Como se observa, as falhas no emprego racional desses equipamentos é de natureza administrativa. O SUS quer superá-las com gestão racional e qualificação de recursos humanos para seu manuseio.

País combate hepatite B de mãe para filho


O Ministério da Saúde está elaborando um protocolo de prevenção contra a transmissão vertical de hepatite B, ou seja, da gestante para seu bebê.O plano, que deve ser lançado ainda neste ano, foi anunciado nesta semana durante um workshop sobre o tema organizado pela Sociedade Brasileira de Hepatologia(SBH). A ideia pretende extinguir a contaminação pela doença durante o parto, situação que, embora 100% evitável, têm crescido no País.

"Ainda não existe um protocolo nacional", lembra o gerente da coordenação de cuidado e qualidade de vida do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Araújo de Freitas. Segundo ele, um comitê já começou a se reunir para criar o protocolo. A hepatite B adquirida na infância,diz a SBH,merece atenção especial: torna-se crônica em 90% das crianças,índice que caiu para cerca de 10% entre os adultos.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, publicado em 2010 pelo Ministério da Saúde,a contaminação por hepatite B durante o parto tem tido maior participação no total de casos da doença no País. Em 1999, a transmissão vertical era responsável por 1,5% dos novos casos. Já em 2009,a parcela passou a ser de 2,1%. Ao longo desses 10 anos foram notificados 1.869 casos de transmissão da mãe para o bebê e houve 11.281 casos de gestantes com a doença.

A transmissão da hepatite B durante o parto é plenamente evitável, desde que a mãe siga orientações específicas. "Quando ocorre a transmissão vertical, é porque alguém falhou", diz o médico Raymundo Paraná, presidente da SBH.

Se nenhuma medida preventiva for tomada, o risco de a mãe passar a doença para o bebê é altíssimo.

"Nas situações em que as medidas de prevenção não são adotadas, o risco está entre 70% e 90%. Quanto à hepatite C, o risco de transmissão vertical é menor, em torno de 6% dos casos", afirma a diretora técnica de Divisão do Programa Estadual de Hepatites Virais, Umbeliana Barbosa de Oliveira.

Para evitar a contaminação, é essencial que o exame de hepatite seja pedido a todas as gestantes no pré-natal. Caso seja constatada a presença do vírus, a mulher tem de ser acompanhada de perto por um hepatologista. Ela poderá até mesmo receber medicação caso a carga viral seja considerada alta durante o terceiro trimestre da gravidez.

Após o parto,o bebê deve receber a vacinação contra a hepatite B e um anticorpo específico, a imunoglobulina. Segundo Umbeliana, o risco de transmissão dos vírus das hepatites B e C pelo aleitamento materno é baixo. "Apesar da possibilidade, não há evidências conclusivas de aumento de risco à infecção, exceto na ocorrência de fissuras ou sangramento nos mamilos." Juiara Nascimento da Costa conta que descobriu ter hepatite B porque um ginecologista pediu o exame durante o pré-natal de seu segundo filho. "Fiquei apavorada.

Meu ginecologista foi claro dizendo que não tinha muita informação de como deveria proceder", conta.

Ela procurou uma hepatologista, que a tranquilizou ao informar que, cumpridas as medidas preventivas, o bebê nasceria saudável.

"A hepatologista solicitou exames para toda a família. Meu marido e meu primeiro filho não são portadores. Descobrimos que eu devo ter contraído o vírus da minha mãe durante o parto.Ela também é portadora, mas o vírus dela nunca se manifestou", diz. Agora Juiara está fazendo uma série de exames para iniciar o tratamento para a hepatite B. Seu bebê já tem dois meses e já está imune ao vírus.

Diretor da ONG Saúde em Vida, voltada para a prevenção da hepatite,Christian Joseph Carvalho comemorou o anúncio do protocolo. "O pré-natal contempla a sorologia para as hepatites, mas infelizmente nem todas as gestantes o fazem." ::

Farmácia Popular

A quantidade brasileiros beneficiados pelo Aqui Tem Farmácia Popular, nos primeiros seis meses deste ano, aumentou 127% em todo o País, segundo dados da Agência Saúde, do Ministério da Saúde. O total mensal passou de 1.258.466 pessoas assistidas em janeiro para 2.862.947, em junho. Se considerado o período da gratuidade dos medicamentos para hipertensão e diabetes - ação conhecida como Saúde Não Tem Preço, lançada em fevereiro - o número de brasileiros que obtiveram medicamentos de graça para estas duas enfermidades praticamente dobrou, saltando de 1,5 milhão para quase 2,9 milhões de usuários assistidos pelo programa, em junho. Vale dizer que, desde o início do Saúde Não Tem Preço, a quantidade de usuários de medicamentos gratuitos para diabetes cresceu 100% - pulou de 356.002 para 713.923 mensal. No caso da hipertensão, o número aumentou 33% - passou de 812.950 beneficiados em fevereiro, para 1.910.133, em junho. No Brasil, a hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de pessoas.

Acrescente -se que, destas, 80% - ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos - são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o Aqui Tem Farmácia Popular oferece mais 14 tipos de medicamentos, com até 90% de desconto, utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma, gripe, e dislipedemia (para o tratamento a colesterol alto e outras disfunsões sanguíneas), além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os medicamentos são oferecidos em mais de 15 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular e em mais de 500 unidades próprias do programa e administradas pelo Governo Federal.






Acrescente -se que, destas, 80% - ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos - são 



atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o Aqui Tem Farmácia Popular oferece mais 14 tipos de medicamentos, com até 90% de desconto, utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma, gripe, e dislipedemia (para o tratamento a colesterol alto e outras disfunsões sanguíneas), além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os medicamentos são oferecidos em mais de 15 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular e em mais de 500 unidades próprias do programa e administradas pelo Governo Federal.