quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Anjos da Enfermagem participam do Dia Mundial do Doador de Sangue em Rondônia


Os Anjos da Enfermagem Núcleo/RO, coordenado pela enfermeira Lilian Samara, participaram nessa terça-feira (14) da programação festiva em homenagem aos doadores de sangue na Fundação HEMERON,com o objetivo de incentivar a adesão da população à Campanha no Dia Mundial de Doadores de Sangue.

Para celebrar a data, a FHEMERON realizou durante todo o dia uma programação diversificada para homenagear os doadores. Pela manhã a FHEMERON abriu suas portas para receber os doadores e autoridades para solenidade em homenagem àqueles que, com um simples gesto, salvam vidas. Além do apoio e participação do Núcleo Anjos da Enfermagem, a programação do evento contou ainda com a apresentação dos corais do TRT e MP e da banda da Polícia Militar.

Ao final da Campanha o doador com o maior número de doações foi homenageado pela Fundação pelos serviços prestados à sociedade.

De acordo como presidente da FHEMERON, Ted Wilson, pela manhã mais 150 doadores comparecem a Fundação, contribuindo com a ação em beneficio a vida, Ted ressaltou ainda que a expectativa é que até o final da Campanha, mais de 250 pessoas participem da doação de sangue.

Artistas declaram apoio a Jornada de 30 horas semanais para a enfermagem


A enfermagem fluminense tem recebido, cada vez mais, apoios na campanha pela jornada de 30 horas semanais para a enfermagem. E, recentemente, ganhou recebeu declarações de artistas como o ator Marcos Palmeira, a atriz Maria Maya e de Cidinha de Paula, diretora, atriz e médica.

Toda a enfermagem está feliz por todo apoio que tem recebido, já que sabe que quanto maior a influência na sociedade maior a pressão para que parlamentares votem pela aprovação do Projeto de Lei 2295/2000, que regulamenta a Jornada dos Profissionais de Enfermagem.

A regulamentação da carga horária para 30 horas só trará benefícios para os profissionais de enfermagem e para a população brasileira. Com tempo de serviço menos desgastante o profissional poderá desenvolver melhor sua função, ter tempo para se qualificar e terá condições para uma relação mais humanizada com o usuário. Além de garantir a abertura de campos de trabalho.

A luta dos profissionais de enfermagem pela redução de carga horária tem tido êxito em algumas esferas de governo, mas ainda há muito o que fazer.

Estágio de enfermagem era cobrado em hospital de SP


Uma nova denúncia envolve o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e está sendo apurada pela Polícia Civil. De acordo com o delegado Alexandre Andreucci, da Delegacia de Tatuí (SP), a direção do hospital é acusada de cobrar para permitir que alunos de 14 escolas e faculdades particulares de enfermagem da região fizessem estágio em suas dependências. Segundo o delegado, cada curso pagava R$ 4 mil por ano pelo estágio que, por se tratar de hospital público, não poderia ser cobrado.
A cobrança, segundo ele, era feita "por fora", pois não estava prevista no contrato de estágio firmado entre o estabelecimento, o hospital e o Sistema Único de Saúde (SUS). "O contato pedindo o dinheiro era feito depois da assinatura, por uma enfermeira que assessorava a diretoria". Segundo ele, essa enfermeira foi presa durante as investigações sobre o esquema de fraudes no CHS, o que encorajou os diretores de escolas a fazerem a denúncia. "Ela alegava que o dinheiro seria para custear o treinamento dos funcionários que dariam o estágio", disse o delegado.
Andreucci disse que as escolas eram coagidas a pagar, pois se não o fizessem, não teriam o estágio. "É claro que o diretor da escola se vê compelido a pagar, pois o aluno não cola grau se não fizer estágio, mas funcionário público exigir pagamento por um serviço que tem a obrigação de prestar em razão de contrato, isso é crime", disse.

A cada 2 dias, um profissional de enfermagem é acusado de erro


A cada dois dias, um profissional de enfermagem do Estado é acusado de erro durante atendimento médico. Foram 980 queixas entre 2005 e 2010 (250 delas no ano passado). Os dados são do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). Em 20 desses casos, a falha resultou na morte do paciente ou em danos definitivos.
O balanço foi divulgado ontem, em meio à denúncia de que uma criança de 1 ano teve parte do dedo mindinho decepada por uma auxiliar de enfermagem do Hospital do Mandaqui, administrado pelo governo, enquanto retirava um curativo. A enfermeira, afastada de suas funções, alega que o acidente foi causado por erro na forma como o curativo foi feito, segundo seus familiares. A menina deve ser encaminhada nesta semana para o setor de reimplantes do Hospital das Clínicas, informou o governo.
O presidente do Coren, Claudio Alves Porto, não soube dizer quantas denúncias terminam em punições para os enfermeiros. "Em todos os casos é instaurado procedimento administrativo. O profissional e a instituição são investigados e têm direito à defesa. Se comprovada falha na instituição, a denúncia é levada ao Ministério Público. Se o erro é do profissional, ele é punido." Porto culpa a escalada de erros de enfermeiros e técnicos e auxiliares de enfermagem à má formação.
Vaselina. A Santa Casa demitiu por justa causa a auxiliar de enfermagem que, no ano passado, aplicou vaselina líquida em vez de soro fisiológico na veia de uma paciente de 12 anos, que morreu. O erro ocorreu no Hospital São Luiz Gonzaga, na zona norte. O desligamento da funcionária foi feito no começo do mês, após o término da sindicância que apurou o caso. A Santa Casa, responsável pelo hospital, não quis comentar a saída da profissional, que responde por homicídio culposo.

III Conferência de Saúde é realizada na cidade de Rio Tinto (PB)


A Prefeitura de Rio Tinto (PB), através da Secretaria de Saúde, realizou no último dia 9 de julho, no auditório da Igreja Presbiteriana, a 3ª Conferência Municipal da Saúde com o tema central: Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública e Patrimônio do Povo Brasileiro .Presidida pelo Secretário de Saúde Eraldo Calixto, a conferência contou com a presença da prefeita Magna Gerbasi e de representantes do Poder Legislativo, do Conselho Municipal de Saúde, do Sindicato dos Servidores Público e profissionais da saúde.
A prefeita Magna Gerbasi foi convidada a abrir a reunião, fazendo uma explanação sobre conquistas do seu governo na área da saúde. Ela ressaltou a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) no atendimento integral à população brasileira, que compreende desde o simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos de forma gratuita a toda a população.
Magna lembrou que, ao assumir a Prefeitura de Rio Tinto, o município dispunha de apenas uma cadeira odontológica para atender cerca de 23 mil habitantes. Hoje, são 9 Unidades Básicas de Saúde, totalmente equipadas, distribuídas em localidades estratégicas.
Sobre o SUS, a prefeita falou das dificuldades encontradas pela população para conseguir marcar exames e realizar cirurgias, observando a quantidade de vagas disponíveis e a figura do atravessador .
Magna lembrou que, além das vagas distribuídas aos municípios serem poucas, muitas vezes, por algum valor, pessoas atravessam de forma ilegal o paciente para antecipar um atendimento, sendo que aqueles que estão na fila de espera ficam prejudicadas. Concluiu defendendo que os respectivos atendimentos só devem ser marcados pelas Secretarias dos Municípios, eliminando-se o atravessador para que o tempo de espera diminua.
A Conferência foi dividida em várias plenárias, onde os participantes tiveram a oportunidade de debater o tema central e, ao final do encontro elegeram os oito delegados que vão participar da Conferência Estadual.

Atendimento no domicílio


O Programa Saúde da Família, do SUS, quando foi concebido, espelhando-se nas melhores experiências de assistência médica social, previa o atendimento domiciliar, nele incluídas as atenções para todos os membros de cada família. A ideia era avançada demais para os brasileiros de baixa renda, desassistidos de uma simples consulta médica, em situações de emergência. Implantado há 20 anos, o Saúde da Família, desvirtuado em parte de sua finalidade, seguiu os padrões rotineiros com a única diferença de atuar em algumas áreas rurais.
Agora, o Ministério da Saúde está regulamentando essa prestação de serviços, por meio de portarias. A primeira delas prevê atenção especial aos pacientes com dificuldade de locomoção ou carentes de atenção regular, mas sem necessidade de hospitalização. Estes serão tratados no próprio domicílio. Assim, o governo reduzirá as internações hospitalares. No ambiente familiar, o doente se recupera mais cedo por contar com os cuidados de seus familiares.
Este desdobramento do Programa Saúde da Família contará com investimento de R$ 36,5 milhões, reservados no orçamento do SUS exclusivamente para as atenções domiciliares. A próxima etapa corresponde à definição das responsabilidades dos profissionais da rede de atenção básica do Programa Saúde da Família.
O Ministério da Saúde criará, ainda, leitos de retaguarda nos hospitais vinculados à rede SUS para o atendimento de pacientes em estado grave, de modo a eliminar a espera nos atendimentos de urgência.
O SUS representa experiência bem-sucedida, apesar das falhas visíveis nos consultórios, postos médicos, hospitais e maternidades. Contudo, promove-se esforço para a correção das distorções, como as registradas no combate ao câncer de mama. A
uditoria promovida pelo Ministério da Saúde constatou haver no sistema 1.514 mamógrafos, espalhados pelo País, o dobro do número necessário à detecção de tumores, mas que só conseguem atender a 12% das mulheres com idade entre 40 e 70 anos, faixa etária recomendada para o exame de mama com esse equipamento indispensável.
Parâmetros elaborados pelo Instituto Nacional do Câncer preconizam o emprego de um mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em 2010, o SUS possibilitou o exame de 3,4 milhões de mulheres, quando o público-alvo recomendado para tratamento preventivo dessa espécie chega a 15,7 milhões de pessoas.
A falta da prevenção vem contribuindo para elevar a incidência da doença, com 49 mil novos casos por ano, e as mortes,12 mil em 2010.
Os problemas dos mamógrafos não se esgotam na baixa utilização. Há questões mais graves como a elevada concentração dos aparelhos no Sudeste, em quantidade superior aos existentes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste; na falta de técnicos para sua manutenção; de operadores radiológicos e do suprimentos dos insumos por eles consumidos. Só os fora de uso correspondente a 15% do total. Como se observa, as falhas no emprego racional desses equipamentos é de natureza administrativa. O SUS quer superá-las com gestão racional e qualificação de recursos humanos para seu manuseio.

País combate hepatite B de mãe para filho


O Ministério da Saúde está elaborando um protocolo de prevenção contra a transmissão vertical de hepatite B, ou seja, da gestante para seu bebê.O plano, que deve ser lançado ainda neste ano, foi anunciado nesta semana durante um workshop sobre o tema organizado pela Sociedade Brasileira de Hepatologia(SBH). A ideia pretende extinguir a contaminação pela doença durante o parto, situação que, embora 100% evitável, têm crescido no País.

"Ainda não existe um protocolo nacional", lembra o gerente da coordenação de cuidado e qualidade de vida do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Araújo de Freitas. Segundo ele, um comitê já começou a se reunir para criar o protocolo. A hepatite B adquirida na infância,diz a SBH,merece atenção especial: torna-se crônica em 90% das crianças,índice que caiu para cerca de 10% entre os adultos.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, publicado em 2010 pelo Ministério da Saúde,a contaminação por hepatite B durante o parto tem tido maior participação no total de casos da doença no País. Em 1999, a transmissão vertical era responsável por 1,5% dos novos casos. Já em 2009,a parcela passou a ser de 2,1%. Ao longo desses 10 anos foram notificados 1.869 casos de transmissão da mãe para o bebê e houve 11.281 casos de gestantes com a doença.

A transmissão da hepatite B durante o parto é plenamente evitável, desde que a mãe siga orientações específicas. "Quando ocorre a transmissão vertical, é porque alguém falhou", diz o médico Raymundo Paraná, presidente da SBH.

Se nenhuma medida preventiva for tomada, o risco de a mãe passar a doença para o bebê é altíssimo.

"Nas situações em que as medidas de prevenção não são adotadas, o risco está entre 70% e 90%. Quanto à hepatite C, o risco de transmissão vertical é menor, em torno de 6% dos casos", afirma a diretora técnica de Divisão do Programa Estadual de Hepatites Virais, Umbeliana Barbosa de Oliveira.

Para evitar a contaminação, é essencial que o exame de hepatite seja pedido a todas as gestantes no pré-natal. Caso seja constatada a presença do vírus, a mulher tem de ser acompanhada de perto por um hepatologista. Ela poderá até mesmo receber medicação caso a carga viral seja considerada alta durante o terceiro trimestre da gravidez.

Após o parto,o bebê deve receber a vacinação contra a hepatite B e um anticorpo específico, a imunoglobulina. Segundo Umbeliana, o risco de transmissão dos vírus das hepatites B e C pelo aleitamento materno é baixo. "Apesar da possibilidade, não há evidências conclusivas de aumento de risco à infecção, exceto na ocorrência de fissuras ou sangramento nos mamilos." Juiara Nascimento da Costa conta que descobriu ter hepatite B porque um ginecologista pediu o exame durante o pré-natal de seu segundo filho. "Fiquei apavorada.

Meu ginecologista foi claro dizendo que não tinha muita informação de como deveria proceder", conta.

Ela procurou uma hepatologista, que a tranquilizou ao informar que, cumpridas as medidas preventivas, o bebê nasceria saudável.

"A hepatologista solicitou exames para toda a família. Meu marido e meu primeiro filho não são portadores. Descobrimos que eu devo ter contraído o vírus da minha mãe durante o parto.Ela também é portadora, mas o vírus dela nunca se manifestou", diz. Agora Juiara está fazendo uma série de exames para iniciar o tratamento para a hepatite B. Seu bebê já tem dois meses e já está imune ao vírus.

Diretor da ONG Saúde em Vida, voltada para a prevenção da hepatite,Christian Joseph Carvalho comemorou o anúncio do protocolo. "O pré-natal contempla a sorologia para as hepatites, mas infelizmente nem todas as gestantes o fazem." ::