segunda-feira, 23 de maio de 2011

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Enfermagem é a arte de cuidar e a ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde. O conhecimento que fundamenta o cuidado de enfermagem deve ser construído na intersecção entre a filosofia, que responde à grande questão existêncial do homem, a ciência e tecnologia, tendo a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética, numa abordagem epistemológica efetivamente comprometida com a emancipação humana e evolução das sociedades.
No Brasil, o enfermeiro é um profissional de nível superior da área da saúde, responsável inicialmente pela promoção, prevenção e na recuperação da saúde dos indivíduos, dentro de sua comunidade. O enfermeiro é um profissional preparado para atuar em todas as áreas da saúde: assistencial, administrativa e gerencial.Na área educacional, exercendo a função de professor e mestre- preparando e acompanhando futuros profissionais de nível médio e de nível superior.Dentro da enfermagem, encontramos o auxiliar de enfermagem (nível fundamental) e o técnico de enfermagem, (nível médio) ambos confundidos com o enfermeiro, entretanto com funções distintas, possuindo qualificações específicas.
Na maioria dos países, (ex: Portugal) não existem estas subdivisões. O enfermeiro de cuidados gerais exerce todas as funções inerentes ao seu cargo, previsto na carreira de enfermagem, não existindo desta forma duvidas quanto à função de cada elemento da equipe multidisciplinar. Todos os enfermeiros possuem, pelo menos, uma licenciatura em ciencias de enfermagem.
Em Portugal, e de acordo com o Regulamento do Exercicio Profissional dos Enfermeiros (REPE), o "Enfermeiro é o profissional habilitado com um curso de enfermagem legalmente reconhecido, a quem foi atribuído um título profissional que lhe reconhece competência científica, técnica e humana para a prestação de cuidados de enfermagem gerais ao indivíduo, família, grupos e comunidade, aos níveis da prevenção primária, secundária e terciária."

Prestam assistência ao paciente ou cliente em clínicas, hospitais, ambulatórios, empresas de grande porte, transportes aéreos, navios, postos de saúde e em domicílio, realizando atendimento de enfermagem; coordenam e auditam serviços de enfermagem, implementam ações para a promoção da saúde junto à comunidade.
O enfermeiro está apto a prescrever, salvo com critérios de cada instituições que elaboram protocolos específicos com medicações padronizadas pelos médicos.

Enfermagem em Cardiologia


           O curso de Especialização: Enfermagem em Cardiologia tem por objetivo promover a especialização do enfermeiro e o aprimoramento dos conhecimentos específicos necessários para a prestação da assistência de Enfermagem de qualidade na área de cardiologia em todos os níveis de complexidade.Capacita o enfermeiro a desenvolver uma assistência de Enfermagem sistematizada ao paciente com doenças do sistema cardiovascular, contemplando conhecimentos técnico-científicos, gerenciais e humanísticos.


ESTRUTURA CURRICULAR:

  • O enfermeiro frente à assistência ao paciente cardiopata, à família e à equipe multiprofissional.
  • Epidemiologia aplicada ao paciente cardíaco.
  • Ética e legislação nos serviços de urgência e emergência em Enfermagem.
  • Metodologia da Pesquisa Científica.
  • Anatomia e Fisiologia do Sistema Cardiovascular.
  • Farmacologia Aplicada à cardiologia.
  • Nutrição aplicada ao paciente cardiológico.
  • Educação continuada em cardiologia.
  • Metodologia da Assistência em Enfermagem em Cardiologia – Bases Conceituais e Processo de Enfermagem.
  • Avaliação Clínica aplicada à Enfermagem em Cardiologia – Adulto.
  • Avaliação Clínica aplicada à Enfermagem em Cardiologia – Pediatria.
  • Métodos Diagnósticos em Cardiologia.
  • Interpretação básica de eletrocardiograma: eletrofisiologia e arritmias.
  • Cuidados de enfermagem na Monitorização Hemodinâmica Invasiva e Não Invasiva.
  •  Assistência de enfermagem no Suporte Cardiocirculatório Mecânico e na Estimulação Elétrica Artificial.
  • Fatores de risco cardiovascular, Prevenção e Adesão.
  • Intervenções de Enfermagem nas Emergências Cardiovasculares.
  • Metodologia da pesquisa em enfermagem e
  • metodologia para apresentação de trabalhos.
  • Intervenções de Enfermagem Perioperatória Cardiovascular.
  • Intervenções de enfermagem nas cardiopatias congênitas.
  • Gerenciamento de Enfermagem nos serviços de cardiologia. 



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Enfermagem em Dermatologia

          

          A dermatologia como especialidade medica é uma das mais antigas em nosso país, tendo já ultrapassado um século de existência e acumulado ao longo desse período um corpo próprio de conhecimentos e práticas, a enfermagem em dermatologia muito mais recente como especialidade, teve inicio no final dos anos 1970 e inicio dos anos 1980, em uma fase de transição e busca de novos modelos de assistência, buscando construir suas práticas e seus saberes resgatando os pressupostos de universalidade e integralidade, num contexto de multiprofissionalidade, interdisciplinaridade, compreendendo a pele como um órgão que influencia e é influenciado por todo o contexto individual e que requer uma abordagem multidimensional (MANDELBAUM, 2004).
As definições de beleza e saúde alteram-se com o passar dos anos, da moda, da ciência, da tecnologia, fica apenas a certeza de que a área da dermatologia é um espaço crescente, principalmente, e em especial, para o enfermeiro, e precisa ser ocupado. Carente de informações, de cuidado e de assistência, a população brasileira também pode contar com a assistência de enfermagem nesta área. O enfermeiro em dermatologia, para assumir esta tarefa, tem muito a aprender e tem que se organizar. Com este ideal, foi criada a sociedade brasileira de enfermagem em dermatologia, fruto do esforço dos profissionais deste setor, de instituições e empresas que sempre apoiaram as atividades do grupo de enfermagem em dermatologia (LINA MONETTA, 2000).
Em outubro de 1994 inicia-se a formação do grupo que hoje é uma associação. O então GEDE – Grupo de Estudos em Dermatologia com apenas algumas profissionais enfermeiras que prestavam cuidados a pacientes com lesões de pele interessadas no intercâmbio de experiências, em ampliar a integração entre as instituições de saúde e de ensino, e no desenvolvimento de pesquisas.
Em 1997 a necessidade de comunicação expande,  surge o primeiro informativo do grupo com objetivo de divulgar as atividades desenvolvidas, artigos científicos e entrevistas. Ainda em 1997 o grupo foi convidado a unir-se ao DNA (Dermatology Nurses Association). Tamanho sucesso trouxe a necessidade da profissionalização e neste mesmo ano no  congresso brasileiro de enfermagem, em Belo Horizonte, enfermeiros de todo o país reuniram-se para formar a SOBENDE. Em 1998 o GEDE institucionalizado, torna-se a Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia, desde então os avanços são constantes:
1999 – Pelle Sana – Revista especializada originada dentro da SOBENDE; reuniões cientificas; 1º Simpósio Internacional de Enfermagem em Dermatologia.
2000 – Participação da SOBENDE na DNA, Fórum Internacional”Avaliação e Diagnóstico de Enfermagem em Dermatologia” na UNIFESP.
2001 – 1º DERMACAMP, 1º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Dermatologia paralelo ao IV Congresso Brasileiro  de Estomaterapia; Curso de Extensão em Enfermagem Dermatológica Aplicada ao Envelhecimento.
2002 – Reuniões cientificas fora de São Paulo; Prova de Titulação em Enfermagem em Dermatologia; Participação e parceria na Campanha de prevenção contra o câncer de pele; Simpósio Paulista de Enfermgem em Dermatologia.
2003 – Participação nos Congressos da ABESE e da NURSING; 3º DERMACAMP.
2004 – Participação no 1º Curso de Especialização em Enfermagem em Dermatologia na UNIFESP; Participação no Congresso da Nursing; 4º DERMACAMP.
2005 – Participação nos Congressos da ABESE e da NURSING; 5º DERMACAMP.
2006 – Inicio do Projeto Cicatriz e Ação; Boletim cientifico; Participação no Congresso da Nursing; 6º DERMACAMP.
2007 – II Congresso Brasileiro em Enfermagem em Dermatologia; 2º Concurso de Titulação de Especialista em Enfermagem em Dermatologia; Participação no 2º Curso de Especialização em Enfermagem em Dermatologia na UNIFESP; Participação em Congressos Internacionais – Comunicações (Escócia, Holanda, Argentina);Participação no Congresso da Nursing; 7º DERMACAMP.
2008 – III Congresso Brasileiro em Enfermagem em Dermatologia; 8º DERMACAMP.
2009 – Parceria da SOBENDE com a SBD - sociedade Brasileira de Dermatologia na promoção da Campanha de Prevenção contra o Câncer de Pele.
2010 – I Seminário Regional do Vale do Paraíba
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Enfermagem em Clínica Cirurgica



Preparo pré-operatório
O preparo pré-operatório tem inicio com a internação estendendo-se até o momento da cirurgia.

Objetivo
Levar o paciente as melhores condições possíveis para cirurgia, para garantir-lhe menores possibilidades de complicações.Cada paciente deve ser tratado e encarado individualmente.
Dependendo da cirurgia a ser realizada, o preparo pré-operatório poderá ser feito em alguns dias ou ate mesmo em minutos. A s cirurgias que exigem um rápido preparo são as cirurgias de emergência estas devem ser realizadas sem perda de tempo a fim de salvar a vida do paciente.

Preparo psicológico
Tem como objetivo assegurar confiança e tranqüilidade mental ao paciente.
A internação para o paciente pode significar reclusão, afastamento dos familiares e o paciente podem ficar ansioso e cheio de temores.O trabalho, a vida diária do paciente é momentaneamente paralisados e o desconhecimento do tratamento a que será submetido, tudo isso gera stress, insegurança, desassossego e medo.
Estes estados psicológicos quando não reconhecidos e atendidos  pode levar o paciente a apresentar vômitos, náuseas, dor de cabeça, não cooperando para a recuperação pós-cirurgicas, levando-o a complicação respiratórias, agitação e outros problemas.
Para auxiliar o paciente a enfermagem deve ser calma, otimista, compreensiva, e saiba como desenvolver confiança.
Inteirados da aflição do paciente a enfermeira chefe deve ser notificada para que tome a melhor medida.
Muitas vezes o paciente tem medo da morte, durante ou após a cirurgia, tem medo de não acordar da anestesia, tem medo de perder qualquer parte do corpo ou de sentir dor durante a cirurgia.
Dependendo da necessidade, a enfermeira solicitara a presença do cirurgião ou anestesista para esclarecer o paciente.
Portanto a enfermagem, embora solicitando outros profissionais para atender o paciente em suas necessidades psicológicas, é principalmente a pessoa que ouve, compreende, ampara e conforta.

Preparo físico:

É dividido em três etapas:
1 - inicial
2 - na véspera da cirurgia
3 - no dia da cirurgia

1. Preparo inicial é quando o paciente vai ser submetido a exames laboratoriais (exames pré-operatórios), que vão assegurar a viabilidade ou não da cirurgia.
Nesta fase, a atuação da enfermagem no preparo se relaciona:
-  Ao preparo do paciente, explicando os procedimentos a serem realizados.
-  A coleta e encaminhamento dos materiais para exames.
-  A manutenção do jejum quando necessário.
-  A aplicação de medicamentos, soro e sangue.
-  A realização de controles.
-  Sinais vitais.
-  Diurese.
-  Observação de sinais e sintomas.
-  Anotação na papeleta.

2. Preparo físico na véspera da cirurgia tem por objetivo remover toda a fonte de infecção, através da limpeza e desinfecção conseguida com um mínimo de esgotamento do paciente.
Essa segunda etapa se processa assim:
-  Verificar lista de cirurgia quais os pacientes que serão operados, nome da cirurgia, horário, se há pedido de sangue, preparos especiais ou de rotina.
-  Providenciar material e colher a amostra de sangue para tipagem sanguínea.
-  Observar sintomas como tosse, coriza, febre, variação de p.a e outros.
Proceder à limpeza e preparar a pele para cirurgia da seguinte forma:
-  Tricotomia da região a ser operada, bem ampla.
-  Banho completo, incluindo cabeça e troca de roupa.
-  Limpeza e corte das unhas, remover esmaltes (pés e mãos) para poder observar a coloração durante a cirurgia.
-  Mandar barbear os homens.
-  Dieta leve no jantar.
-  Lavagem intestinal ou gástrica, de acordo com a prescrição medica.
-  Jejum após o jantar, orientar o paciente.
-  Promover ambiente tranqüilo e repousante.

3. Preparo físico no dia da cirurgia.
-  Verifica se o jejum continua sendo mantido.
-  Verificar se todos os cuidados da véspera foram feitos.
-  Remover maquiagem, próteses e jóias.As jóias e próteses serão enroladas e guardadas conforme rotina do local.
-  Controlar pulso, temperatura, respiração e P.A.
-  Urinar meia hora antes da cirurgia.
-  Aplicar a medicação pré-anestésica seguindo prescrição medica e geralmente é feito de 30 á 45 minutos da cirurgia.
-  Checar a medicação pré-anestésica dada.Ela acalma o paciente.
-  Fazer anotação na papeleta.
-  Ajudar o paciente a passar da cama a maca.
-  Levar a maca com o paciente até o centro cirúrgico, juntamente com o prontuário.
-  Qualquer cuidado não efetuado deve ser comunicado ao centro cirúrgico.

Preparo da unidade do paciente e atendimento pós-operatório

Introdução
os cuidados de enfermagem no pós-operatório são aqueles realizados após a cirurgia ate a alta.
Visam ajudar o recém operado a normalizar suas funções com conforto e da forma mais rápida e segura.
Incluímos nesses cuidados o preparo da unidade para receber o paciente internado.
Observação: nos hospitais que possuem no centro cirúrgica sala de recuperação, pós-anestésica, recebem os pacientes nestes locais imediatamente após a cirurgia dando-lhes assistência até a normalização de reflexos e sinais vitais.
Só posteriormente esse paciente é encaminhado a unidade onde estão internados.
Cuidados no preparo da unidade visa equipa-la para o recebimento do paciente operado, a fim de proporcionar-lhe conforto, segurança e rápido atendimento.Esse preparo é feito após o encaminhamento do paciente para a s.o.

Cuidados
-  Promoção da limpeza e ordem de todo o ambiente.
-  Arrumação da cama “tipo operado”.
-  Limpeza e arrumação da mesa de cabeceira.
-  Trazer suporte de soro e coloca-lo ao lado da cama.
-  Deixar oxigênio com equipamento completo.

Atendimento de enfermagem no pós-operatório

Ao receber o paciente no quarto.
-  Transporta-lo da maca para a cama com o auxilio de outros funcionários.
-  Manter a cama em posição horizontal.
-  Cobri-lo e agasalha-lo de acordo com a necessidade.
-  Verificar na papeleta as anotações do centro cirúrgico.Se foi feita a anestesia raque deixar o paciente sem travesseiro e sem levantar pelo o menos 12 horas.
-  Enquanto estiver semiconsciente, mantê-lo sem travesseiro com a cabeça voltada para o lado.
-  Observar o gotejamento do soro e sangue.
-  Observar estado geral e nível de consciência.
-  Verificar o curativo colocado no local operado, se esta seco ou com sangue.
-  Restringi-lo no leito com grades para evitar que caia.
-  Se estiver confuso, restringir os membros superiores para evitar que retire soro ou sondas.
-  Observar sintomas como:palidez, sudorese, pele fria, lábios e unhas arroxeados, hemorragia, dificuldade respiratória e outros, porque podem ocorrer complicações respiratórias e circulatórias.
-  Controlar, pulso, temperatura, respiração e pressão arterial.
-  Fazer anotação na papeleta.
-  Ler a prescrição medica, providenciando para que seja feita.
-  Qualquer sintoma alarmante deve ser comunicado imediatamente.

Nas horas em seguida:
-  Ao recuperar totalmente a consciência avisa-lo do lugar onde esta e que esta passando bem.
-  Periodicamente, controlar sinais vitais e funcionamento de soro e sondas.
-  Promover comodidade no leito.
-  Medica-lo para dor, quando necessário.
-  Movimenta-lo no leito, de decúbito.
-  Verificar e estimular a aceitação da dieta

Enfermagem em Saúde do Idoso

O envelhecimento como um processo irreversível a que todos estamos sujeitos deve ser melhor compreendido principalmente numa época, em que nosso país arca com um crescente número da população de idosos, e que junto a isto possui uma sociedade despreparada praticamente em todas as suas esferas para lidar com esta realidade (RAMOS, 1995). 
O Brasil vem passando atualmente por uma grande mudança no seu perfil demográfico com um incremento intensivo do número tanto absoluto como relativo de idosos. Este quadro se deve a uma crescente queda de fecundidade, ocorrida concomitantemente com o aumento da expectativa de vida. (VERAS, 1994 ).
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam que, segundo RAMOS (1995), em 2025 o Brasil terá a sexta população de idosos do globo. Esta realidade acarretará um grande problema social, uma vez que esta população vive, em sua maioria, em situação financeira precária, o que levará a uma cadeia de problemas com repercussões sobre a qualidade da assistência a saúde agravando as deficiências atuais nesta área.
É necessário que a sociedade considere e aceite o idoso como pessoa, porém sem desconhecer suas necessidades distintas, que devem ser atendidas. Pois o que geralmente se observa é a visão do idoso apenas como alguém improdutivo e doente a espera da morte. Este conceito deve mudar pois, conforme previsões, teremos em 2025 uma população de 15% de idosos, o que corresponderá a aproximadamente 33.882 pessoas com mais de 60 anos (VERAS, 1994) .
A população idosa forma uma faixa etária mais sujeita a problemas de saúde, com isso pode-se esperar um aumento intenso de enfermidades crônicas todas elas com baixa letalidade e alto grau de incapacitação produzindo, assim, onerosos gastos numa área já tão carente de recursos (VERAS, 1994).
Diante destes fatos fica claro a necessidade de uma maior atenção a esta população em franca expansão, e desassistida. É de elevada urgência que se iniciem programas que voltem sua atenção a estes idosos, que tem diversas vezes suas necessidades e problemas pouco conhecidos tanto pelo público em geral quanto pelos profissionais de saúde. 
Na formação do pessoal de enfermagem deve-se investir amplamente no preparo para a assistência aos idosos, já que são geralmente portadores de diversos distúrbios psico-sócio-econômicos, constituindo-se clientes mais complexos, que exigem do enfermeiro mais tempo para a prestação dos cuidados. Os idosos costumam ser portadores de múltiplas enfermidades, tendo uma média de aproximadamente 3,7 diagnósticos por idoso ( MONTEIRO, 1989).
A Enfermagem Gerontológica, conforme Guntyer e Estes ( apud PEREZ, 1993 ) abrange os conhecimentos específicos de enfermagem acrescidos daqueles relacionados ao processo do envelhecimento, sendo o campo da Enfermagem que se especializa na assistência ao idoso. A equipe de enfermagem deve zelar para que o idoso consiga aumentar os hábitos saudáveis, diminuir e compensar as limitações inerentes da idade, confortar-se com a angústia e debilidade da velhice, incluindo o processo de morte.
Deve ainda a enfermeira atuar estimulando o autocuidado, atuando na prevenção e não-complicação das doenças inevitáveis, individualizando o cuidado a partir do princípio de que cada idoso vai apresentar um grau diferente de dependência, diferindo assim a maneira de assistência. Considerando os fatos relatados, mostra-se necessária e urgente a divulgação e discussão das diferenças que o aumento da população idosa acarretará na sociedade como um todo, principalmente na área da saúde, salientando-se o novo papel dos idosos em nossa sociedade, para que tanto os profissinais quanto a população em geral possam atender de maneira satisfatória novas demandas.
É nossa proposta desenvolver dentro do Departamento de Enfermagem do Hospital Virtual Brasileiro a sub-especialidade de Enfermagem em Saúde do Idoso que conterá informações destinadas a profissionais de enfermagem, especialistas ou não, e pessoas leigas usuárias da Internet.

Enfermagem em Clínica Médica



O que é a Clínica Médica?
 

É um setor hospitalar onde acontece o atendimento integral do indivíduo com idade superior a 12 anos que se encontra em estado crítico ou semi-crítico, que não são provenientes de tratamento cirúrgico e ainda àqueles que estão hemodinamicamente estáveis, neste setor é prestada assistência integral de enfermagem aos pacientes de média complexidade.
 

O papel da
 Enfermagem em Clínica Médica

É propiciar a recuperação dos pacientes para que alcancem o melhor estado de saúde física, mental e emocional possível, e de conservar o sentimento de bem-estar espiritual e social dos mesmos, sempre envolvendo e capacitando-os para o auto cuidado juntamente com os seus familiares, prevenindo doenças e danos, visando a recuperação dentro do menor tempo possível ou proporcionar apoio e conforto aos pacientes em processo de morrer e aos seus familiares, respeitando as suas crenças e valores. Realizar também todos os cuidados pertinentes aos profissionais de enfermagem.
 

Inter-relação com outras clínicas
 

Por ser um setor onde temos pacientes com as mais diversas doenças, este setor tem uma ligação direta com a maioria dos setores do hospital, como:
 
? Unidade de Terapia Intensiva (UTI);
 
? Unidade de Hemodiálise;
 
? Banco de Sangue;
 
? Pronto-Socorro;
 
? Entre outros.
 

Enfermagem em Saúde Coletiva




O Sistema Único de Saúde, implementado a partir de 1990 no Brasil, determinou reformulações em todas as áreas que compõem o setor. Há um constante repensar sobre os modelos assistenciais e a cada dia novas propostas exigem uma revisão e reformulações na formação dos recursos humanos. É necessário oferecer subsídios para os profissionais de saúde para que eles possam acompanhar as tendências atuais que se apresentam nesse processo de mudança em que a saúde se encontra.
Diante das atuais tendências e exigências do setor saúde, que retoma a vigilância a saúde como fio condutor de suas ações, faz-se necessário capacitar, atualizar e buscar aperfeiçoamento dos profissionais que atuam na saúde pública dentro desta perspectiva. Compreende-se vigilância a saúde como uma prática sanitária que organize um processo de trabalho em saúde com condições de confrontar problemas continuamente em um território determinado, fundamentando-se na epidemiologia e em conhecimentos das ciências sociais que permitam subsidiar a atenção à saúde do individuo e da coletividade. Além disso, na perspectiva de descentralização da gestão, todo profissional de saúde deve estar apto para assumir a gerência das unidades básicas onde atuam e para tanto devem adquirir conhecimentos que os capacitem para este cargo. O curso propõe ser um espaço dinâmico de discussão e aprimoramento, integralizando as atuais tendências da assistência com o cotidiano da prática dos profissionais que atuam ou irão atuar nas unidades de saúde, desde o planejamento, organização até a execução de ações da saúde.



Objetivos

O curso tem por finalidade formar especialistas, para atuarem na gestão das unidades básicas de saúde e na assistência à saúde da população, de acordo com a proposta de descentralização e distritalização do setor. Tem por objetivos:

2.1. Geral

Proporcionar ao profissional de saúde condições para aprofundar saberes específicos de planejamento das ações em saúde e aprimorar a sua competência técnico – administrativa de forma flexível diante das atuais demandas e tendências do setor saúde.

2.2. Específicos

  • Possibilitar o exercício do planejamento, execução e avaliação das ações de saúde nas unidades básicas;
  • Instrumentalizar o profissional de saúde para o desenvolvimento de uma abordagem clínico-epidemiológica, tendo como referência o contexto sócio-político e cultural da clientela;
  • Incentivar reflexões e discussões ético-críticas frente aos modelos de assistência de saúde vigentes, a fim de proporcionar uma organização de serviços voltados para uma melhor qualidade de vida da população;
  • Capacitar o profissional para o planejamento de ações sanitárias fundamentadas na vigilância à saúde;
  • Promover o desenvolvimento de habilidades pedagógicas que possibilitem ao profissional a atuação eficaz em processos de educação em saúde.